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Boiavam sem rumo no lago entre ondas.
Tão forasteiras quanto eu.
sábado, fevereiro 28
quarta-feira, fevereiro 25
sexta-feira, fevereiro 20
quarta-feira, fevereiro 18
À curva
.
Te deixo passar por mim
só para te ter ao meu lado
por um curto instante.
abro mão de te ver
abro mão de te ter
abro mão de te tocar e beijar
Pr'ao meu lado te ter.
Pr'ao meu lado te ver.
E ao meu lado te sentir passar.
Te deixo passar por mim
só para te ter ao meu lado
por um curto instante.
abro mão de te ver
abro mão de te ter
abro mão de te tocar e beijar
Pr'ao meu lado te ter.
Pr'ao meu lado te ver.
E ao meu lado te sentir passar.
sábado, novembro 1
Homem de Lata
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No banho, tanto esfreguei o nariz em círculos
com a palma da mão,
que senti o odor - sangue.
Em não muito tempo
e aos poucos,
escorreu-me de uma narina
o líquido
amarelo
ferroso.
Enxaguei.
Para me assegurar de que limpo agora estava,
tapei a outra narina com o polegar e expirei com força.
Barulho tal qual pistão - quem diria?
Ao sair, quase não reparei que minha toalha era
uma flanela úmida com óleo e que
eu mesmo exalava
puríssima fragrância
automotiva.
Pronto para usar do coração que não havia.
No banho, tanto esfreguei o nariz em círculos
com a palma da mão,
que senti o odor - sangue.
Em não muito tempo
e aos poucos,
escorreu-me de uma narina
o líquido
amarelo
ferroso.
Enxaguei.
Para me assegurar de que limpo agora estava,
tapei a outra narina com o polegar e expirei com força.
Barulho tal qual pistão - quem diria?
Ao sair, quase não reparei que minha toalha era
uma flanela úmida com óleo e que
eu mesmo exalava
puríssima fragrância
automotiva.
Pronto para usar do coração que não havia.
terça-feira, setembro 9
Quatro Versos
Quatro Versos, Quatro Mãos ou O nome de alguém
tocar-te-ei o útero com as mãos
não com as minhas
mas com as do filho que é teu
e meu
tocar-te-ei o útero com as mãos
não com as minhas
mas com as do filho que é teu
e meu
terça-feira, agosto 12
segunda-feira, agosto 11
Aguanauta
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Vê-se as cabecinhas logo ao entrar
Atentas, erguidas, branco-morenas
Quietas, austeras, giganto-pequenas
Bóias-vivas que são, sabem nadar
(Cad'alma usa da prancha que tem
a minha sou eu, de fibra de carne
lisa, alva-vermelha, semi-nua
em que a tique-taque palpita um coração)
São muitas disputas, eu não compito.
Peixes não falam, diálogo não há.
Morrer pela boca, sina do mar.
Quero mesmo é só ser, eu manuscrito.
(Bem como se dá na terra que é dura
organizar é mera tentativa
e aos poucos a beleza sucumbe
àqueles que mal ousam mergulhar)
Só não quero estar viva para ver
especular de mobília no mar
Vê-se as cabecinhas logo ao entrar
Atentas, erguidas, branco-morenas
Quietas, austeras, giganto-pequenas
Bóias-vivas que são, sabem nadar
(Cad'alma usa da prancha que tem
a minha sou eu, de fibra de carne
lisa, alva-vermelha, semi-nua
em que a tique-taque palpita um coração)
São muitas disputas, eu não compito.
Peixes não falam, diálogo não há.
Morrer pela boca, sina do mar.
Quero mesmo é só ser, eu manuscrito.
(Bem como se dá na terra que é dura
organizar é mera tentativa
e aos poucos a beleza sucumbe
àqueles que mal ousam mergulhar)
Só não quero estar viva para ver
especular de mobília no mar
domingo, agosto 10
Marina
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E num mergulho
faço-me toda azul.
faço-me reta
faço-me curva
faço-me água, sal, película e ar
faço-me superfície e profundeza
Não mais me distingo
E feito segredo que se revela
Conspiração que se desfaz
O que acontece no mar fica um pouco em mim
E o que acontece em mim fica por inteiro no mar.
E num mergulho
faço-me toda azul.
faço-me reta
faço-me curva
faço-me água, sal, película e ar
faço-me superfície e profundeza
Não mais me distingo
E feito segredo que se revela
Conspiração que se desfaz
O que acontece no mar fica um pouco em mim
E o que acontece em mim fica por inteiro no mar.
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